VII Fórum Água em Pauta irá debater tema da água nas redações

26 de março de 2012

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A Revista Imprensa e a Bolsa de Responsabilidade Social (BRS) irão realizar o VII Fórum Água em Pauta, em Fortaleza, nos dias 23 e 24 de abril, com o objetivo de difundir o tema do desenvolvimento sustentável a partir da conservação da água em pautas jornalísticas.

Os realizadores alertam que, embora o Brasil seja o país com a maior quantidade de água doce do mundo, as redações jornalísticas ainda não cobrem suficientemente o tema. Assunto que deveria ser muito mais debatido e divulgado, inclusive às vésperas do congresso Rio+20, conferência das Nações Unidas sobre ambiente e desenvolvimento sustentável que irá ocorrer de 13 a 22 de junho.

A programação será marcada por debates com jonalistas especializados no assunto. As inscrições estão abertas para o VII Fórum Água em Pauta e as vagas são gratuitas e limitadas.


Tutoriais de diagramação de mídias impressas e digitais com o InDesign

21 de fevereiro de 2012

InDesign Brasil

Para os jornalistas que querem dominar a técnica da diagramação de jornais e revistas impressos e até mesmo de revistas digitais para tablets, sugiro conferir o blog InDesign Brasil!

Irei colaborar no blog do meu amigo Vitor Vicentini com tutoriais simples e práticos do InDesign, que é o aplicativo mais popular para criação e edição de impressos, mas também apresenta novas soluções para criação de mídias digitais.


Sites e portais de notícias como meio jornalístico

21 de fevereiro de 2012

O governo brasileiro estuda o enquadramento da portais e sites de notícias como meio jornalístico. A iniciativa ocorre devido ao questionamento da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) sobre as leis de comunicação nacionais. No momento, o  ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, aguarda um parecer da AGU (Advocacia-Geral da União) sobre o assunto.

O questionamento surgiu com o interesse do portal de notícias americano Huffington Post em estabelecer uma filial brasileira (atualmente o portal já tem filiais no Canadá, França e Reino Unido). Mas o interesse pode contrariar as leis brasileiras, especificamente o Artigo 222 que impõe um limite de capital estrangeiro em mídias tradicionais em 30%. A Abert defende que esse limite também seja respeitado por portais e sites que produzam conteúdo jornalístico no Brasil.

O presidente da Abert, Emanuel Carneiro, defende a proteção do conteúdo jornalístico nacional por sua natureza, ao invés de seu suporte: ““O artigo 222 abrange toda e qualquer empresa jornalística, seja mídia impressa, radiodifusão ou internet, não importa o meio, mas a natureza do que é produzido”.

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Interessante notar que a onda de investimentos estrangeiros no Brasil também inclui o interesse em conteúdo jornalístico, e mais, em jornalismo digital. Naturalmente, há uma resistência sobre investimentos dessa natureza, e as razões são várias. Além de proteção para as empresas nacionais já estabelecidas, há o risco de que as informações e notícias produzidas por quem tem capital estrangeiro atendam especificamente os interesses dos investidores e não os interesses nacionais.

A questão também é interessante pois são os sites e portais de notícias que serão enquadrados como meio jornalístico e não a Internet inteira. Mas quais os limites para determinar o que é ou não um site jornalístico? Afinal, mesmo portais de entretenimento podem conter uma seção ou outra dedicada a informações. E sites que apenas fornecem espaço para a divulgação de mensagens produzidas pelos internautas? Eles também não contam com conteúdo jornalístico, especificamente o de jornalismo cidadão? Curiosamente, o CEO do Twitter, Dick Costolo, já chegou a declarar em uma conferência que sua empresa não é uma companhia de mídia pois ela distribui notícias ao invés de produzí-las.

Se depender da perspectiva de Costolo, conteúdo produzido por cidadãos, sem interferência dos organizadores do site, não faz do site um meio jornalístico, o que pode determinar a diferença entre conteúdo produzido por jornalistas profissionais e por cidadãos nas leis brasileiras.


Concurso Tim Lopes de Jornalismo Investigativo prorroga inscrições até 27 de fevereiro

21 de fevereiro de 2012

O Concurso Tim Lopes de Jornalismo Investigativo prorrogou suas inscrições até o dia 27 de fevereiro. Mais detalhes sobre este concurso podem ser obtidos aqui no Foca Mais!


Resenha: Jornalismo de Revista, de Marília Scalzo

29 de janeiro de 2012

E o Foca Mais está de volta, versão 2012! Este ano já estreou cheio de pautas para nós jornalistas e estudantes de jornalismo. Sobre a nossa profissão, continuaremos acompanhando no Senado a questão da PEC do diploma, veremos o avanço dos dispositivos móveis e sua influência no jornalismo digital, teremos mudanças nas regras de concessão de rádio e TV. E, claro, novas edições de eventos e concursos voltados para os estudantes de jornalismo.

E, para iniciar as atividades do blog , farei uma resenha sobre o livro Jornalismo de Revista, de Marília Scalzo, publicação que me serviu de fonte bibliográfica durante a elaboração do meu TCC sobre revistas digitais para tablets.

 

Jornalismo de Revista, de Marília Scalzo

Jornalismo de Revista é parte da Coleção Comunicação, coordenada por Luciana Pinsky e publicada pela Editora Contexto. Trata-se de uma coleção que aborda as diversas editorias e mídias jornalísticas, escritos por profissionais do ramo. No caso deste livro, voltado para o suporte revista, quem aborda o tema é Marília Scalzo, jornalista que dirigiu por doze anos o Curso Abril de Jornalismo.

Ela aborda a mídia revista como um produto além do impresso. Trata-se de uma marca, um conjunto de serviços e relações com o leitor que mistura jornalismo e entretenimento. Uma marca que busca uma relação íntima com o leitor que busca se identificar com a revista. A questão da segmentação é crucial, a revista não é exatamente um produto de comunicação em massa, ela busca seu leitor específico, para encontrá-lo e falar na língua dele.

Além de enfocar o conceito de uma revista, a autora também faz um resumo da história da revista no mundo e também no Brasil: de As Variedades, criado na Bahia em 1812, passando pelas grandes revistas semanais ilustradas como o Cruzeiro e Manchete e terminando na segmentação dos anos 60 e 70, com revistas femininas, masculinas e de esportes. Marília também destaca tendências recentes do mercado, como a customização (revistas feitas sob encomenda por empresas e instituições) e revistas populares voltadas para a classe C.

A relação da revista com os meios eletrônicos também é abordado, mas sucintamente. O texto foi publicado em 2003, momento em que as redações ainda buscavam entender como a Internet poderia complementar o impresso. Obviamente, não há enfoque no atual momento da popularidade dos dispositivos móveis e a expansão das editoras por meio das revistas digitais.

Sobre jornalismo para o meio revista, Marília não o diferencia dos princípios que regem o bom jornalismo em geral, incluindo a apuração das informações, respeito à ética profissional e o bom texto. Um bom texto que, no caso da revista segmentada, deve evitar cair na tentação dos jargões ou ser tão especializada que seja difícil para leitores novatos na área.

Além do texto, há a importância do jornalismo visual, de pensar na capa, nas imagens, no layout, na importância do design na revista para passar a informação de forma agradável e legível para o leitor.

Trata-se de um livro de leitura agradável, como se fosse o próprio texto de uma revista, que busca conquistar um leitor ávido sobre jornalismo para periódicos. As informações são claras, embora não há espaço para aprofundamentos nos diversos temas abordados, mas o livro é uma boa introdução ao rico e complexo universo editorial das publicações periódicas.


Sobre a criação de revistas digitais para tablets

21 de dezembro de 2011

Apresentei no dia 9 de dezembro de 2011, no Teatro Escola do CEUNSP-Salto, o meu trabalho de conclusão do curso superior de Jornalismo. O tema foi a criação da revista digital Sorria para tablet. Foram meses de muito trabalho, afinal, tratava-se de pesquisar a produção de revistas digitais para o suporte tablet, assunto que carece de bibliografia acadêmica na área.

Defendi a ideia de que uma revista digital não é somente um arquivo digital fechado (como um arquivo PDF, por exemplo) que é visualizado em uma tela. Uma revista digital deve usar todos os recursos que seu suporte pode oferecer. Como já dizia o filósofo Marshall McLuhan: “O meio é a mensagem”. Foi preciso, portanto, analisar a revista digital como uma nova mídia, composta por elementos da revista impressa (periodicidade, segmentação, portabilidade), elementos da narrativa digital (multimidialidade, interatividade, hipertextualidade) e elementos únicos do tablet (páginas com dois layouts para visualização vertical e horizontal, eixo de leitura da esquerda para a direita e de cima para baixo).

Uma revista digital deve saber explorar esses recursos, mas não como uma forma extravagante de chamar a atenção, e sim passando informação de forma otimizada, unindo jornalismo e design para gerar uma nova experiência narrativa imersiva, na qual todos os elementos (layouts dinâmicos de páginas, textos, imagens, vídeos, áudios, infográficos interativos etc) se complementam.

Posso dizer que o resultado servirá como base para mais estudos e criações sobre revistas digitais e também sobre novas formas de narrativas digitais imersivas. Por fim, agradeço muito a todos os amigos e professores que me acompanharam nessa jornada! Super abraços!


Apresentação do meu Trabalho de Conclusão de Curso sobre Revista Digital para Tablet

8 de dezembro de 2011

TCC sobre Revista Digital para Tablet

 

Foram quatro anos de muito aprendizado, experiências, alegrias e, claro, muito sangue e suor no caminho para me tornar um jornalista. Sei que ainda tenho muito o que aprender, pois nunca há um momento em que se deve “parar de estudar”, mas o contato com os professores e estudantes de jornalismo, as discussões, o treinamento no jornal-laboratório… tudo foi fundamental para eu ter uma base profissional.

É em agradecimento aos meus amigos e professores que convido a todos para a apresentação do meu trabalho de conclusão do curso superior de Jornalismo da Faculdade de Comunicação, Artes e Design do CEUNSP!

Irei mostrar o que é uma revista digital para tablet e revelar a transposição que fiz da revista impressa Sorria para esse novo suporte digital, adaptando essa publicação para um meio interativo, hipertextual e multimídia.

Nos vemos lá! Abraços!


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