Adiado julgamento sobre Lei de Imprensa e recurso contra diploma de jornalismo

No dia 1º de abril o Supremo Tribunal Federal (STF) adiou julgamentos importantes para o exercício da profissão do jornalismo. Está em questão a revogação da Lei de Imprensa e também recurso contra a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para exercer a profissão. O relator do caso da Lei de Imprensa, Carlos Ayres Britto, e o ministro Eros Grau já anteciparam seus votos a favor da revogação total da lei. Carlos afirma que a Lei de Imprensa é incompatível com a Constituição Federal. O presidente do STF, Gilmar Mendes, não votou no caso mas defendeu no final da sessão uma legislação que proteja o direito de resposta. Direito que segundo ele, se encontrará no vácuo jurídico caso a Lei de Imprensa seja totalmente revogada. O julgamento sobre a Lei de Imprensa será retomada no dia 15 de abril.

No caso da obrigatoriedade do diploma ainda não foi definida nova data para julgamento. A questão divide opiniões de empresas, sindicatos e movimento sociais. A Folha de São Paulo defende o fim da obrigatoriedade. Segundo a empresa o jornalismo não requer diploma por ser uma profissão livre, baseada na liberdade de expressão e na democracia. O crescimento do jornalismo cidadão na internet é, para a Folha, um sinal de atraso da lei em relação aos rumos da sociedade. O movimento midialivrista, formada por defensores da mídia alternativa, também defende o fim da discriminação dos jornalistas sem diploma. Para o movimento a mídia colaborativa (que não requer formação superior) permite a visibilidade de grupos marginalizados pelas grandes mídias.

No lado oposto está a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), que faz campanha a favor do diploma obrigatório. Para a FENAJ o fim do diploma significaria a queda da qualidade dos profissionais , que não seriam mais obrigados a ter uma formação de nível superior. A instituição afirma que a queda de qualidade pode comprometer o atendimento aos interesses públicos e o exercício ético e responsável da profissão. O professor Pedro Courbassier, que leciona a prática do jornalismo em centro universitário, acredita que o diploma não é garantia de qualidade mas permite filtrar quem não tem competência. Baseia-se em comentário do jornalista Carlos Nascimento sobre o tema: “O diploma não forma bons jornalistas. Atrapalha os maus…”

2 respostas para Adiado julgamento sobre Lei de Imprensa e recurso contra diploma de jornalismo

  1. César Carmo disse:

    Sou contra a obrigatoriedade do diploma no jornalismo.
    Exerço a profissão de jornalista (repórter/apresentador) há dez anos numa afiliada GLOBO, sempre primei pela veracidade da notícia e respeito ao telespectador. Ética profissional INDEPENDE DE DIPLOMA.

  2. Helenilosn disse:

    Bom, é duro você estudar durante os 4 anos e dividir o espaço com aquele que não chegou a cursar jornalimo, mas o que realmente o jornalismo ensina? Imagine que há um debate sobre a crise econômina. Eu teria interesse pela opinião de alguém graduado em economia. Foi só um exemplo mas há outros. Para mim, ou você faz jornalismo e uma especialização em determinada área ou faz a graduação em qualquer coisa e uma especialização em jornalismo.
    Deveriam considerar isso pois os jornalistas se acham na liberdade de falar sobre o que querem e muitos não entendem daquilo que falam.
    O pior é que os jornais têm uma aceitação como se expressassem a mais pura verdade e são utilizados em escolas.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: