Resenha: Jornalismo de Revista, de Marília Scalzo

E o Foca Mais está de volta, versão 2012! Este ano já estreou cheio de pautas para nós jornalistas e estudantes de jornalismo. Sobre a nossa profissão, continuaremos acompanhando no Senado a questão da PEC do diploma, veremos o avanço dos dispositivos móveis e sua influência no jornalismo digital, teremos mudanças nas regras de concessão de rádio e TV. E, claro, novas edições de eventos e concursos voltados para os estudantes de jornalismo.

E, para iniciar as atividades do blog , farei uma resenha sobre o livro Jornalismo de Revista, de Marília Scalzo, publicação que me serviu de fonte bibliográfica durante a elaboração do meu TCC sobre revistas digitais para tablets.

 

Jornalismo de Revista, de Marília Scalzo

Jornalismo de Revista é parte da Coleção Comunicação, coordenada por Luciana Pinsky e publicada pela Editora Contexto. Trata-se de uma coleção que aborda as diversas editorias e mídias jornalísticas, escritos por profissionais do ramo. No caso deste livro, voltado para o suporte revista, quem aborda o tema é Marília Scalzo, jornalista que dirigiu por doze anos o Curso Abril de Jornalismo.

Ela aborda a mídia revista como um produto além do impresso. Trata-se de uma marca, um conjunto de serviços e relações com o leitor que mistura jornalismo e entretenimento. Uma marca que busca uma relação íntima com o leitor que busca se identificar com a revista. A questão da segmentação é crucial, a revista não é exatamente um produto de comunicação em massa, ela busca seu leitor específico, para encontrá-lo e falar na língua dele.

Além de enfocar o conceito de uma revista, a autora também faz um resumo da história da revista no mundo e também no Brasil: de As Variedades, criado na Bahia em 1812, passando pelas grandes revistas semanais ilustradas como o Cruzeiro e Manchete e terminando na segmentação dos anos 60 e 70, com revistas femininas, masculinas e de esportes. Marília também destaca tendências recentes do mercado, como a customização (revistas feitas sob encomenda por empresas e instituições) e revistas populares voltadas para a classe C.

A relação da revista com os meios eletrônicos também é abordado, mas sucintamente. O texto foi publicado em 2003, momento em que as redações ainda buscavam entender como a Internet poderia complementar o impresso. Obviamente, não há enfoque no atual momento da popularidade dos dispositivos móveis e a expansão das editoras por meio das revistas digitais.

Sobre jornalismo para o meio revista, Marília não o diferencia dos princípios que regem o bom jornalismo em geral, incluindo a apuração das informações, respeito à ética profissional e o bom texto. Um bom texto que, no caso da revista segmentada, deve evitar cair na tentação dos jargões ou ser tão especializada que seja difícil para leitores novatos na área.

Além do texto, há a importância do jornalismo visual, de pensar na capa, nas imagens, no layout, na importância do design na revista para passar a informação de forma agradável e legível para o leitor.

Trata-se de um livro de leitura agradável, como se fosse o próprio texto de uma revista, que busca conquistar um leitor ávido sobre jornalismo para periódicos. As informações são claras, embora não há espaço para aprofundamentos nos diversos temas abordados, mas o livro é uma boa introdução ao rico e complexo universo editorial das publicações periódicas.

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