Livros revelam a censura de impressos na Ditadura Militar

23 de outubro de 2011

Dois lançamentos de livros abordam a questão da censura à imprensa alternativa e também aos livros durante a Ditadura Militar. No caso de “Repressão e resistência”, a pesquisadora e professora Sandra Reimão estuda os motivos pelos quais o Departamento de Censura e Diversões Públicas (DCDP) censurou mais de 140 livros nacionais entre os anos 70 e 88. Seu projeto foca em casos específicos, como o livro Zero, de Ignacio de Loyola Brandão, e Feliz Ano Novo, de Rubem Fonseca.

O projeto do livro surgiu quando Sandra leu o livro de Inimá Ferreira Simões, “Roteiro da Intolerância: A censura cinematográfica no Brasil”. “A partir de então eu decidi verificar se os militares também censuravam os livros nos quais se baseavam alguns destes filmes. Mas então, para minha surpresa, vi que não havia um estudo sobre a censura aos livros”, revelou Sandra durante o evento VII Fórum de Editoração.

Já o Instituto Vladimir Herzog fará o lançamento do livro “As capas desta história”, na terça, dia 25 de outubro, na Livraria Cultura – Conjunto Nacional. O livro revela extensa pesquisa e mostra mais de 300 capas de jornais alternativos, clandestinos e no exílio, durante o período do Golpe Militar (1969) a Anistia (1989). O trabalho é parte do projeto Resistir é Preciso que também produziu uma série de vídeos sobre o tema.

Alguns destes jornais censurados também viraram tema de pesquisa, caso do “Movimento”, cuja história é revelada pelo livro “Jornal Movimento – Uma reportagem” de Carlos Azevedo. O jornalista Lúcio Flávio Pinto recentemente elaborou uma resenha, no site Observatório da Imprensa, na qual analisa o livro e também os motivos para o fim deste jornal. Neste caso, além da censura, o jornal fechou-se para um público que não acompanhou as mudanças históricas e ideológicas do país.

Todas estas iniciativas revelam um resgate da memória do impresso brasileiro, e mostram que essa história é composta não somente do que se publicou, mas também do que não pôde ser publicado e do que se publicou fora dos meios oficiais.


Ajudem os blogueiros iranianos

22 de junho de 2009

tehran

O governo iraniano está prendendo jornalistas e blogueiros que tentam divulgar os protestos que ocorrem no país. Uma das principais ferramentas que a oposição dispõe para se comunicar é o Twitter, mas os usuários iranianos se colocam em risco de vida ao utilizar o serviço pois o governo realiza buscas por perfis iranianos na tentativa de localizar e bloquear os manifestantes.
Todos os twitteiros podem ajudar seus colegas iranianos a driblar a censura. Basta mudar no menu settings o seu perfil. Escreva “TEHRAN” no campo Location (Localização) e escolha “(GMT+3:30) – Tehran” como o seu horário local, ou  Time Zone.

Ajudem também a divulgar os vídeos e sites sobre os protestos!


Irã – Violência e protestos

14 de junho de 2009

iran
Os opositores de Ahmadinejad o acusam de fraude na eleição para a presidência do Irã, ocorrida nesta sexta-feira dia 12 de junho. Ahmadinejad se elegeu com 63% dos votos válidos. Os protestos estão sendo violentamente reprimidos. Não é possível se comunicar por celular, a internet iraniana está funcionando apenas com 1 kbp/s, blogs contra o presidente eleito foram filtrados, jornais de oposição não puderam ser publicados.
Os policiais estão atacando violentamente os protestantes, embora o presidente eleito classifique os embates apenas como fruto “da paixão que ocorre depois de uma partida de futebol”.

Um estudante iraniano está relatando toda a repressão em seu Twitter:
http://twitter.com/change_for_iran
Ele reporta que está com amigos gravemente feridos e cercado de policiais. Eles não podem sair sem correr o risco de serem alvejados.
O blog niaclNsight também reporta a todo instante vídeos e notícias de violência e repressão.


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